sábado, 18 de janeiro de 2020

O VERBO POETA (soneto)


Sem metáforas, conjuga-se, o amor
Na oração tudo há, perfeito infinito
Varia nas flexões, e nunca restrito
Na alma, no olhar, soma esplendor

Das conjunções, és o verbo bonito
Nas ordenações, é a junção maior
Regulares e irregulares, num alvor
O poeta, então, grifa o seu escrito

Se a favor, ledices, também há dor
Do verbo amar, o poeta não é finito
Vai além da "sofrência", e do ardor

De qual verbo então é o poeta? Dito:
É o do sonhador. Pois neste condutor
Sabe cantar: quimeras com espírito...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
31 de outubro - Cerrado goiano
dia do poeta virtual e
nascimento do poeta maior Carlos Drummond de Andrade.

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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