Na oração tudo há, perfeito infinito
Varia nas flexões, e nunca restrito
Na alma, no olhar, soma esplendor
Das conjunções, és o verbo bonito
Nas ordenações, é a junção maior
Regulares e irregulares, num alvor
O poeta, então, grifa o seu escrito
Se a favor, ledices, também há dor
Do verbo amar, o poeta não é finito
Vai além da "sofrência", e do ardor
De qual verbo então é o poeta? Dito:
É o do sonhador. Pois neste condutor
Sabe cantar: quimeras com espírito...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
31 de outubro - Cerrado goiano
dia do poeta virtual e
nascimento do poeta maior Carlos Drummond de Andrade.
copyright © Todos os direitos reservados.
Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol
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