sábado, 18 de janeiro de 2020

SONETO DE AMOR

Aos olhos surdos, estás ainda, presente
No silêncio do cochicho, tua voz é canção
Meus versos mudos, ainda assim, emoção
E aos ouvidos, o teu vulto nunca ausente

Arrastar-me-ia, se coxo, até a exaustão
Pra ter-te em minhas palavras vorazmente
Qual tal aragem arrefecendo inteiramente
A afeição, a inspiração e o meu coração

Sem sentidos, eu te sentiria novamente
Circulando loucamente na recordação
Qual miragem num perfume languente

E sucumbido, ainda assim, em devoção
Ao teu nome, na alma eu bem contente
Versejaria e te poliria com doce exatidão

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Outubro, 2016 - Cerrado goiano

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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