Para o meu sossego
O cerrado uiva ineficaz
Não há nenhum apego
No horizonte fugaz
E tão pouco, aconchego
No canibalizar a paz...
Perdido os cães ganem
O sino da igreja tão capaz
Tange mais, que amém
E não é bastante voraz
Pros silêncios tais, porém,
Me leva a todo silêncio audaz
Qual a solidão devaneia também.
O meu silêncio é maior
Que toda solidão, vai além.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
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