sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

SAUDADE TRISTE

A saudade que no adeus existe

Só traz solidão tão descontente
E que o tempo seja brevemente
E que faça doce tal fado triste

É sabido que nela a dor existe
Num aperto que a falta consente
Tal abafar-se num tinido fulgente
Dum fulgor vagido que persiste

Mas, se deixar de ser descrente
De um fervor aos Céus, ouviste
Não te irrite a demora aparente

Ah! Clame com amor no que resiste
Que bem cedo terás uma vertente
E a saudade será a paz que pediste

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19 de junho, 2016 - Cerrado goiano

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