Hoje, visitei-te no seu leito jazigo
A lembrança lá estava em sentinela
Busquei por uma tal ilusória janela
Pra lhe falar desta saudade contigo
No mármore uma memória singela
Fria, dos seus afagos que mendigo:
Um olhar de mãe, um abraço amigo
Agora sem a sua real e doce tutela
Comovido, então rezei no seu abrigo
Num silêncio e respeitosa cautela
Para que não te inquietasse comigo
Pois, no lar celeste, rutilante capela
Me ouve e sinto o seu amor antigo
Na dor sem fim, minha terna estrela
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
copyright © Todos os direitos reservados.
Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Este é um diário de poesia muito pessoal e desprovido de qualquer pretensão. Tendo como objetivo somente postar e divulgar as poesias de Luciano Spagnol. Espero que goste! Sinta-se à vontade para navegar. Antes de sair, deixe o seu comentário. É importante e apreciado.
Obrigado.
Volte sempre!