sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

SONETO À MINHA MÃE

Hoje, visitei-te no seu leito jazigo

A lembrança lá estava em sentinela
Busquei por uma tal ilusória janela
Pra lhe falar desta saudade contigo

No mármore uma memória singela
Fria, dos seus afagos que mendigo:
Um olhar de mãe, um abraço amigo
Agora sem a sua real e doce tutela

Comovido, então rezei no seu abrigo
Num silêncio e respeitosa cautela
Para que não te inquietasse comigo

Pois, no lar celeste, rutilante capela
Me ouve e sinto o seu amor antigo
Na dor sem fim, minha terna estrela

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Junho de 2016 - Cerrado goiano

copyright © Todos os direitos reservados.
Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Este é um diário de poesia muito pessoal e desprovido de qualquer pretensão. Tendo como objetivo somente postar e divulgar as poesias de Luciano Spagnol. Espero que goste! Sinta-se à vontade para navegar. Antes de sair, deixe o seu comentário. É importante e apreciado.

Obrigado.
Volte sempre!