quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Silêncio do Cerrado

Difícil empalhar o silêncio do cerrado
Desafinado, singular num “trans” feitio
Ruidoso e calmo, tácito entrelaçado
Arranhando o árido com fino assobio
Chorando no torto galho ressecado
Da inação do sertão de hábito gentio

E nesta tão apatia, rebusna o perfume
No olhar: calado, rumoroso, cheiroso
Que no mormaço é em alto volume
Na imaginação um tempo moroso
No horizonte um suntuoso cerume
E na surpresa, mesclado e glorioso...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Dezembro de 2017 - Cerrado goiano

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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