sábado, 18 de janeiro de 2020

SONETO MELANCÓLICO

Chove, embrusca o céu do cerrado
o horizonte ribomba em trovoada
nuvens prenhas, parindo gota d'agua
"cachoeirando" o telhado empoeirado

Tomba galhos, ventos na esplanada
um cárcere sombrio, espírito calado
a alma com os seus ais embrulhado
contempla os sonhos em disparada

E o tempo a ver, o chão ensopado
escorrendo devaneios pela fachada
dos sonhos, em rodopios atordoado

Salpica na janela, medos em pancada
melancolia, num espanto não desejado
dos meus olhos em pranto, numa cilada...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Novembro, 2016 - Cerrado goiano

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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