sábado, 18 de janeiro de 2020

SONETO NA LAMA (Mariana, MG)

Basta! A quem assistiu o insuportável
O funeral de teus sonhos, tua quimera
Enlamear-se na lama sem que quisera
E em suas vidas, unidas, inseparável

Como acostumar ao lodo que espera?
Moldar-se no barro de jarrete miserável
Deitar-se na insônia, sentir o inevitável
Da mendicância, impune, e de espera

É véspera do escarro. Vês! O inaceitável
Total necessidade também de ser fera
Nas mãos dos que afagam o insaciável

Rio Doce, azeda lama, e sem primavera
Indecência dum indecente confortável...
Sou Minas Gerais, somos, gente sincera!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Novembro, 2016 - Cerrado goiano

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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