quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

SONETO PARA MARIA DO CARMO

Quando à milícia silente do carecer
Te algema no infortúnio do passado
Pranteando o tempo já desperdiçado
Um olhar ressurge no ardido viver

De tão rara generosidade, e agrado
Pôs-se ouvinte no ato de se oferecer
Derramou palavras a me entorpecer
De carinho, afago, ali tão adequado

Assim, presença amiga no anoitecer
Posso então, dizer, és laço apertado
Tornando o revés doce, não salgado

Maria do Carmo, prima, excelso ser
Ides as perdas, fica o verso versado
Pra ti, expressando o meu obrigado

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16 de julho - Cerrado goiano
Pra prima Maria do Carmo Magalhães

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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