quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

UM DE JULHO (soneto)


Se sois, inverno, no cerrado se sente
De tempos frios com tal bravio vento
Que tomais a secura como elemento
E neste movimento, és inteiramente

Nuvioso, horas breves, chão sedento
Da mesma natureza, e tão diferente
Dias vão que passa no fugaz poente
Rubente o céu num encaixotamento

E desta vida em tudo ó mês valente
Sê da metade do ano, planejamento
Férias breves do docente e discente

Como do calendário és afolhamento
E teu entardecer não mais reluzente
Tudo em vós, julho, traz sentimento

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2017, junho - Cerrado goiano

Protegido por Lei de Direitos Autorais (9.610/98)
Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol - poeta do cerrado

Vídeo no Canal do YouTube:
https://youtu.be/mynBe-jeDLM

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