[...] diário de poesia de Luciano Spagnol - poeta do cerrado ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... Poesia é quando escrevemos o monólogo de nossa alma, que se torna um diálogo com o leitor
quinta-feira, 30 de julho de 2020
DESENCANTO (soneto)
O ACENDEDOR DO DIA (soneto)
quarta-feira, 29 de julho de 2020
AOS PÉS DA CRUZ (soneto)
terça-feira, 28 de julho de 2020
OUTONO EM POESIA (soneto)
segunda-feira, 27 de julho de 2020
RUMO (soneto)
CONTA E AMOR (soneto)
domingo, 26 de julho de 2020
CONFIDÊNCIAS (soneto)
sexta-feira, 24 de julho de 2020
TOCAIA (soneto II)
VERSAR MORIBUNDO (soneto)
quinta-feira, 23 de julho de 2020
A ÁRVORE DA SERRA (soneto)
quarta-feira, 22 de julho de 2020
ATO DE CARIDADE (soneto)
segunda-feira, 20 de julho de 2020
FLOR DO IPÊ (soneto)
Pra o Ipê florar tal uma poesia, não basta
A poética e encantos dos seus segundos
Sua beleza acesa, são cânticos profundos
Que invadem o olhar na amplidão vasta
Do cerrado. Flor igual em todo mundo
Não há; tua delicadeza tão bela e casta
Declama graça que pelo pasmo arrasta
Ornando o sertão, no seu chão sitibundo
Mais terna, e pura, frágil, fina e à mercê
Do matiz: rosa, amarelo e branco, airoso
São essências vibrantes das pétalas do ipê
Hei de exaltar está flor além da sedução
Porque o meu fascínio, ao vê-la, é ditoso
Onde o poeta inspira a emotiva emoção.
© Luciano Spagnol -poeta do cerrado
20/07/2020, 18’48” - Triângulo Mineiro
copyright © Todos os direitos reservados
Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol
Vídeo, Canal no YouTube:
https://youtu.be/yqX6E6w1L1M
POÇO (soneto)
Dizem que a saudade é a dor profunda
Que no peito nem o suspirar a estanca
Todos querem tirar, mas pouco arranca
E se mais a cava, tanto mais se afunda
Contudo, padece sempre, ó prava tunda!
Que nessa sofrência mina e desbarranca
E vai dando aflição, tão velhaca retranca
Que desalenta e de insatisfação inunda
Quanto vazio, e noite que não encerra
Dando ao olhar um gemido que berra
Té que o silêncio a prostração convida
E então, nesta lavra tão árida e tão nua
Que na lembrança só se tem a falta tua
Sufoca, estrangula e empobrece a vida!
© Luciano Spagnol -poeta do cerrado
20/07/2020, 09’46” - Triângulo Mineiro
copyright © Todos os direitos reservados
Se copiar citar a autoria –
Luciano Spagnol
Vídeo – Canal no YouTube:
domingo, 19 de julho de 2020
ESPAÇO (soneto)
Tragando a vastidão do cerrado profundo
A solidão num canto, a saudade devassa
Saudade do afeto que no peito arregaça
E que vagueia na dor, lamentoso mundo
E na esteira sem fim da tristura sem graça
Ei-la embalada na sofreguidão de moribundo
Recostado no abismo sepulcral sem fundo
Do pesar, e encruado suspiro que não passa
Poeto. Me elevo em busca de um conforto
Vou pelo estro de encontro a outro porto
Pra aurorear a sensação com cheiro de flor
E nesta emoção que se tornou um lastro
No vazio. Cheio de pranto no árduo rastro
Cato a poesia para abrir espaço pro amor...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19/07/2020, 15’10” - Triângulo Mineiro
Protegido por Lei de Direitos Autorais (9.610/98)
Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol - poeta do cerrado
YouTube:
https://youtu.be/QQLLhNKvi1k
sexta-feira, 17 de julho de 2020
Amor
quinta-feira, 16 de julho de 2020
[…]desabrochar
ao acordar destramelo a janela
lá fora o silêncio empoeirado
e cá, adentra a alva donzela
num frio do julho do cerrado...
desabrocha... e a vida se revela!
© Luciano Spagnol -poeta do cerrado
16 de Julho de 2020, Triângulo Mineiro
copyright © Todos os direitos reservados
Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol
Vídeo no YouTube:
Flores
domingo, 12 de julho de 2020
Da Minha Maneira
O fim abeira ao remate da estrada
E agora como encarar o final
Paro frente as estrelas e ainda quero revoada
E o fastio começa a dar o seu sinal
De contrição, arbítrio: - da fachada...
Mas, irei nesta marcha até a meta
Da minha maneira!
Tal um verso de um poeta
Tropeço... e na besteira
Perdão, fez parte, sem exceção
E beira,
O meu viver, a minha emoção
Fui inteira
E poderei dizer que feliz está o coração
Da minha maneira!
Cada passo marcado pela vida foi musicado
Nas dúvidas, incertezas, trincheiras
Fui paixão, fui amor alado
Fui... Verdadeira!
Da minha maneira!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
12/07/2020 – Triângulo Mineiro
Para Tia Nancy Magalhães
copyright © Todos os direitos reservados
Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol
sábado, 11 de julho de 2020
Eu sei
Eu sei sorrir
Também sei chorar
A vida no seu existir
Nos faz livres, pra voar
Tenho emoções, e vontades
Senti, sentia, se devo ou devia
Não sei, só sei as verdades
Das ousadias: - minha poesia
Que chega e me transforma
Em rastros de alegria
Nesta ou naquela forma
Me mergulhando em magia
Tenho tudo e nada tenho
Nas mãos o vazio
Na alma o desenho
Do amor, em silêncio...
Eu sei à que venho!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
24/05/2014, 21’21”, cerrado goiano
copyright © Todos os direitos reservados
Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol
sexta-feira, 10 de julho de 2020
ARRÍTMICO (soneto)
Amar você foi coisa de espaço
A sofrência é mais que uma dor
Foi tão bom ser teu, o teu laço
Trançado ao teu querer, amor!
Aqui num silêncio, falta pedaço
Pouco me resta do que foi, calor
Também falta! Falta o compasso
Abraços, afagos teus, aquela flor!
E aqui neste poetar derramado
A morte é menos que a saudade
E pelos olhos o pesar é vazado...
E ao ver o teu cheiro na solidão
Então, vejo que sou só metade
E arrítmico o matuto coração...
© Luciano Spagnol -
poeta do cerrado
10/07/2020, 14’35” – Triângulo Mineiro
copyright © Todos os direitos reservados
Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol
Vídeo no YouTube: